22 de Maio de 2010
Mercado imobiliário
A China começou a aplicar, desde o final do ano passado, medidas restritivas para conter a especulação no mercado imobiliário. As coisas, no entanto, se tornaram mais sérias no mês passado, quando o Conselho de Estado chinês, anunciou a elevação de 40% para 50% no valor total do imóvel como a entrada mínima para a compra do segundo imóvel, com a taxa de juro de empréstimos 1,1 vez superior a taxa básica. Três dias depois, o mesmo órgão emitiu outra nota, permitindo aos bancos comerciais de regiões onde os preços de imóveis dispararam, a deixar de liberar temporariamente empréstimos para a compra do terceiro imóvel. Os bancos também estão permitidos a recusar a concessão de empréstimos àqueles que não tenham certificado do pagamento de contribuições ou de seguridade social. Para analistas do segmento, essas restrições são as mais sérias dos últimos anos, e devem conter o mercado imobiliário nacional. Afetado pela crise financeira, o setor imobiliário chinês viveu uma curta recessão em 2008, e voltou a se recuperar vertiginosamente a partir do segundo semestre de 2009. Segundo dados divulgados pelas autoridades de estatísticas, em março deste ano, os preços de imóveis nas 70 cidades chinesas subiram 11,7% em comparação ao mesmo mês do ano passado, um aumento recorde. O vice-presidente da Academia Chinesa do Setor Imobiliário, Gu Yunchang, atribui ao fenômeno as atividades especulativas.
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